segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Futebol...
Num dia de surtos psicológicos...
um texto interessante, obviamente não concordo com muitas questões que Tostão fala... mas não posso negar, ele é um dos caras que tem refletido sobre o futebol...
ah! eu li esse texto ontem no Estado de Minas, mas retirei esse texto no site "o povo online": http://opovo.uol.com.br/opovo/colunas/tostao/930614.html
O mundo ideal e o real
21 Nov 2009 - 20h21min
Este um mundo real, muitas vezes violento, injusto, ganancioso e preconceituoso, e outro ideal, que sonhamos viver, embora façamos pouco para isso. A melhor maneira de fazer algo não é ser bonzinho no Natal nem praticar alguns atos generosos para reparar a culpa real e/ou imaginária. É, principalmente, ser, todos os dias, um bom cidadão. Não é fácil. São muitas as tentações.
Quanto maior a distância entre o mundo real e ideal, maior é o desamparo. É a mesma relação individual entre ego e ego ideal. ``Sou o que penso, mas penso ser tantas coisas`` (Fernando Pessoa).
Escuto, desde criança, que o esporte é o lugar ideal para as pessoas aprenderem e desenvolverem os valores éticos. Isso nunca foi verdade no esporte de competição e de alto nível. O gol, com a ajuda da mão, que classificou a França para a Copa é mais um de dezenas de exemplos. Nesses lances especiais e decisivos, em que não há dúvidas, o quarto árbitro, com a ajuda da TV, deveria anular o gol.
Na emoção de uma partida, os atletas, na busca por glória e dinheiro, pressionados para vencer, demonstram, em atos falhos ou conscientes, toda a desmedida ambição e toda a esperteza humana.
Um dos motivos relatados para o recente suicídio do goleiro Robert Enke, da Seleção Alemã, foi o medo que tinha do fracasso. Isso contribuiu para piorar sua crônica depressão. Perder é morrer.
No mundo ideal, os atletas entrariam em campo somente para jogar futebol, com alegria, e respeitariam companheiros, adversários, árbitros e auxiliares, além de tentar dar bons espetáculos.
No mundo real, os jogos, em todo o planeta, principalmente na América do Sul, estão cada dia mais tensos, tumultuados e violentos. Durante a semana, houve pancadaria em dois jogos no Brasil, um no Uruguai e outro na África.
Muitos treinadores e dirigentes, mesmo sem intenção, estimulam a violência com os discursos de ganhar a batalha, perder a guerra, jogar com muita pegada, além das ofensas aos árbitros.
O que houve com Obina e Maurício e também com Hugo e André Dias (estes não trocaram socos) já aconteceu várias vezes com outros jogadores. Os atletas não suportam a pressão de ter de vencer. Agridem antes de serem agredidos. Técnico adora também passar a mão na cabeça de jogador violento.
Se Obina e Maurício tivessem agredido os adversários, e o Palmeiras tivesse vencido, provavelmente os dois não seriam punidos pelo clube. Talvez, recebessem até elogios por suas bravuras.
No mundo ideal, a imprensa cobraria, com ênfase, mais qualidade técnica e menos violência. No real, parte da mídia incorporou o discurso dos técnicos de que o importante é o resultado e que, no futebol moderno e de muita marcação, não há mais lugar para futebol bonito e com poucas faltas.
No meu mundo ideal, queria assistir aos jogos somente com o olhar de um poeta e de um apreciador das coisas belas de um espetáculo. No meu mundo real, preciso ser também pragmático e um analista técnico e tático. Tento unir os dois mundos. Nem sempre consigo. Os dois se estranham.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ainda sobre Battisti...
Talvez nada melhor do que perceber o que ele mesmo diz... Confesso que não gostei muito da carta, mas quem sou eu pra questionar um cara que viveu em guerra numa Italia que não lembra nem um pouco os romancinhos de banca de jornal? (alguem vai me matar por causa disso)
Alguem vai querer ironizar a comparação com a extradição da Olga... Bom, diz isso pra filha dela então...
Caso Battisti
Não vou opinar como gauche, vou opinar pensando na lei... é um absurdo o supremo tribunal jogar no chão a jurisprudência de um caso qualquer.
para que eu não escreva mais bobagens publico aqui alguns textos sobre o caso.
PS: Deixo o crédito para a Maria Dirlene (que nem me conhece), da lista do Forum Social, que jogou essas questões lá...
CASO BATTISTI
O STF DECIDE QUEDESPERDIÇOU DEZ MESES
Celso Lungaretti (*)
No primeiro julgamento, o Supremo Tribunal Federal decidiu não respeitar adecisão do Governo Federal, que já concedera refúgio humanitário a CesareBattisti.
Ao invés de arquivar o processo de extradição italiano, como mandava a Lei doRefúgio e balizava a jurisprudência, resolveu mandar ambas para o espaço e metero bedelho em prerrogativa do Executivo.
No segundo julgamento, também por 5x4, aprovou o pedido de extradição formuladopelo Governo da Itália.
No terceiro julgamente, ainda por 5x4, decidiu que lhe cabe apenas verificar sehá empecilhos para a extradição, cabendo a decisão final ao presidente daRepública.
Ou seja, o STF dá sinal verde para a extradição, mas quem bate ou não o marteloé o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No meio de tanto blablablá empolado, parece ter escapado aos ministros doSupremo que, na prática, a terceira decisão anulou a primeira.
Pois, se é Lula quem decide, ele já decidiu, ao respaldar a decisão do ministroda Justiça Tarso Genro.
Tudo que aconteceu depois foi inútil. E um perseguido político ficou mais dezmeses na prisão à toa, por obra e graça de alguns ministros do Supremo,justiceiros no mau sentido.
Isto, claro, supondo-se que Lula se mantenha coerente com a posição assumida emjaneiro, quando defendeu seu ministro da devastadora pressão da Itália e daimprensa entreguista brasileira (que escreveu, neste episódio, uma de suaspáginas mais infames, tudo fazendo para colocar o Brasil na condição de capachoda Itália).
Em boa hora Anita Leocádia, com sua dignidade exemplar, enviou mensagem a Lula,"na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargaspara a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmera de gás".
Ela subscreveu a carta de Carlos Lungarzo, membro da Anistia Internacional dosEUA, qualificando de "linchamento" a perseguição rancorosa a Battisti em doiscontinentes, mobilizando recursos astronômicos e, no caso brasileiro, comostensivo desrespeito à nossa soberania.
E é mesmo linchamento o único termo cabível nessas circunstâncias.
No julgamento desta quarta-feira (18), os linchadores não se conformaram com aderrota final e tudo fizeram para virar a mesa e embaralhar as cartas. Queriamporque queriam atrelar Lula ao tratado de extradição com a Itália.
Mas, a firmeza dos ministros Eros Grau e Marco Aurélio de Mello (principalmente)frustrou a chiadeira típica de maus perdedores.
O primeiro, inclusive, desabafou: o presidente pode até descumprir ou denunciaro tratado, se assim decidir. Responderá por seus atos.
O que não pode é o STF querer aprisionar Lula numa camisa de força, pois istotransformaria o Judiciário num Super-Poder, acima do próprio Executivo.
De resto, fica a esperança de que o voto do ministro Carlos Ayres de Brittotenha feito desabar toda a estratégia dos linchadores.
Pois a decisão apertadíssima dá todo direito a Lula de não seguir uma maioriaformada unica e tão somente por causa de puslimanidade do ministro Dias Toffoli.
Vale abrir um parêntesis.
Na véspera do segundo julgamento, os senadores Eduardo Suplicy e Inácio Arruda,o Carlos Lungarzo e eu estivemos no STF para entregar a cada ministro ummemorial do Lungarzo, comprovando com fartura de provas que a Itália praticaratorturas e incidira em aberrações jurídicas nos anos de chumbo.
No caso dos demais ministros, preferi ficar quieto. Não tinha afinidade comeles, no máximo simpatia pessoal pelo Joaquim Barbosa e o Marco Aurélio.
Quando chegou a vez de Toffoli, resolvi falar-lhe como companheiro, dizendo que,na luta contra a ditadura, aprendera a conhecer processos como o de Battisti,meras montagens que as autoridades elaboravam e faziam presos políticos corroborarem.
Percebendo a expressão de tédio do Toffoli, conclui que não era companheiro nemcultuava os valores de um companheiro. Não passava de um carreirista em busca do sucesso.
Não deu outra.
E agora, graças à sua omissão, o presidente Lula será obrigado a desagradar umdos lados, com evidente prejuízo político.
Mas, dando o merecido chute no traseiro italiano, apenas repetirá o que Sarkozy fez, sem que o mundo desabasse sobre ele.
Se resolver sacrificar um injustiçado à razão de Estado, vai provocar uma cisãono seu partido, que poderá ser fatal para quem tem como candidata à sucessão uma ex-militante da luta armada.
Além de ver voltada contra si a metáfora que recentemente fez sobre Judas.Prefiro acreditar que ele tomará a única decisão digna neste caso.
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* Jornalista e escritor, mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Sobre o Twitter...
Bom nesse retorno (que talvez será eterno...)
Um texto legal sobre o Twitter... Aliás não existe um iceberg maior do essa "ferramenta"!!!
Aliás de antemão: Acho o orkut um espaço problemático... chato... mas confesso, não vivo sem... infelizmente é a unica forma de rever alguns amigos distantes... infelizmente.
Abraços amigas moscas!!
esse texto está nesse endereço:
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1370
Por que o Twitter é de direita
Mauro Carrara
Raras vezes o revés se exibiu tão instrutivo. E o senador Mercadante, do partido mudo, merece gratidão por nos oferecer incrível lição de como torrar a própria imagem diante da opinião pública.
Depois da tarde das garrafadas invisíveis, em que a bancada do partido mudo quis converter-se em madame girondina, Mercadante utilizou-se do microblog Twitter para anunciar, em caráter irrevogável, sua renúncia à liderança do PM na Câmara Alta.
O sol deitou, voltou, deitou e Mercadante resolveu pisar atrás, anunciando, pelo mesmo Twitter, sua desistência de desistir.
E uma onda de indignação hipócrita e seletiva passou como tsunami sobre a praia governista. Foram muitas as vítimas. Estava posta a carniça aos abutres. Folha de S. Paulo e Estadão, por exemplo, lambuzaram-se das tripas do bigodudo parlamentar.
Do episódio neodantesco, ficaram três lições: 1) O partido mudo não sabe o que é o Twitter; 2) Os parlamentares do partido mudo utilizam essa e outras ferramentas de maneira imprópria e irresponsável; 3) A direita nada de braçada nessa lagoa da comunicação interativa.
Deu pena do incauto Mercadante. O tal perfil da Juventude do DEM, a mesma que utilizou o Twitter para engrossar o coro de “Fora Sarney”, divertiu-se à vontade em cantigas de maldizer, levantando hordas de playboys para espezinhar o pobre líder mudista.
O meio é a mensagem
Assisti a uma palestra de Marshall McLuhan há uns 5 mil anos, na Universidade de Wisconsin, numa época em que meu Inglês não era lá essas coisas.
Mas peguei o básico, sem grandes problemas.
Neste momento, vem à memória o trecho da preleção em que o canadense falava sobre sua teoria de que “o meio é a mensagem”, conceito que na época eu não compreendia muito bem, e continuei sem compreender.
Agora, contudo, tudo faz muito sentido.
Mercadante e o partido mudo nem desconfiam do impacto sensorial das novas mídias. Presos à ideologia e ao conteudismo, não percebem que os meios de comunicação se constituem em extensões humanas, nas tais próteses técnicas capazes de determinar padrões de comportamento e reconstruir discursos.
O Twitter é exemplo claro da importância do meio na conformação da conduta do usuário.
Mais do que o Orkut, por exemplo, que é sucesso entre os brasileiros de todas as classes sociais, o Twitter tem em sua engenharia interna a inspiração do modelo personalista.
Serve, portanto, de modo perfeito, à construção de púlpitos para gurus. É da pessoa e não do tema, estabelece uma hierarquização no tráfego de informação e copia os modelos verticais de gestão corporativa.
O Orkut, por exemplo, é campo aberto de batalha e debate. Ali, os famosos e poderosos têm medo de se expor. Equivale a se apresentarem no meio da multidão, em praça pública.
Por conta das características do meio orkutiano, as pequenas legiões leonídeas da esquerda organizada destroçam facilmente as gordas falanges do mainardismo virtual.
O Twitter, ao contrário, enfatiza o emissor e exclui o intercâmbio dinâmico de ideias. Não há corpo a corpo e, por conta das condições do campo de batalha, a quantidade pode vencer a qualidade.
Vale dizer que o Twitter funciona no campo da comunicação declaratória. Não trabalha com base na argumentação e na exposição racional do pensamento.
No Twitter, as personalidades têm o que o sistema chama de “seguidores”, característica que fortalece um padrão de falsa interação.
Um tema dromológico
Cada tweet (mensagem) tem que se limitar a 140 caracteres. Assim é a coisa.
É fácil pedir “Fora Sarney” nessa tecladas mínimas. Mas é difícil explicar que o presidente do Senado está por aí há 45 anos, que a bronca tucana é oportunista, que Arthur Virgílio é um bandalho e que o movimento midiático faz parte de um projeto de desestabilização do governo Lula.
O Twitter é ótimo para gritar e exigir cabeças. É péssima ferramenta para qualquer advogado.
Curiosamente, o Twitter no Brasil é utilizado majoritariamente por homens paulistas e cariocas, na faixa de 20 a 30 anos, a maior parte deles com ensino superior. A agência Bullet, que coletou os dados, mostra que 60% dos twitteiros são considerados formadores de opinião.
No total, 51% dos usuários valorizam os tais perfis corporativos.
Cabe destacar que o Twittter se casa perfeitamente com o modelo de comunicação veloz da juventude. É um SMS da Internet.
A informação é rala e muitas vezes codificada. O importante é estar “em contato”, integrado, saber um pouco, talvez quase nada, mas de muitos. Também é preciso mostrar-se vivo, disparando a mensagem, mesmo que irrefletida.
O Twitter faz parte do arsenal das bombas informáticas, às quais faz referência o filósofo Paul Virílio, pessimista mas sabido.
Como instrumento de controle e alienação, a ferramenta já se converteu em arma poderosa do que se convencionou chamar de “direita”, considerado aí o termo conforme a brilhante conceituação de Norberto Bobbio.
Em seus estudos, Virílio alerta para a supervalorização da velocidade na sociedade tecnológica contemporânea. Segundo ele, perdemos o valor mediador da ação em benefício da interação imediata.
O pensador, que bem avaliou os elementos simbólicos da guerra, afirma que a velocidade divinizada reduz drasticamente o poder de atuação racional e estabelece uma conduta de reação, muitas vezes automatizada.
Por isso, o Twitter tem menos interesse no pensamento estruturado que no jogo rápido das reações. Assim, vem sendo utilizado com sucesso no fortalecimento de marcas, agregando “seguidores” por categorias definidas pelos profissionais de marketing.
Razões éticas ou morais podem afastar as esquerdas do Twitter. A esquerda não se contenta (e não sabe se contentar) com 140 caracteres e historicamente não tem gosto pela velocidade.
Os esquerdistas de raiz libertária, em especial, valorizam a dialética e a comunicação multidirecional, em que a igualdade de direitos faz emissores e receptores trocarem de lugar a cada passo da valsa.
O partido mudo e alguns setores decrépitos da esquerda são casos à parte. Praticam, há tempos, certo neoludismo fanático e tolo. Noutras ocasiões, a inépcia marca o uso das novas armas-meio.
Como já estive por aqueles lados, posso assegurar que os vietnamitas não se valeram apenas de zarabatanas e armadilhas de caça para vencer a maior potência bélica do mundo.
O Twitter é de direita, hoje. Mas não precisa ser para sempre.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Sobre a piadinha do Danilo Gentili
Se uma pessoa quer usar a suástica no braço, ora, use! mas Aguente! Saiba das consequencias de seus atos e mais ainda: saiba argumentar (e sustentar) as suas idéias! Dizer que chama uma guri de "viado" por que era chamado de baleia quando era pequeno é uma argumentação vazia, não justifica nada! Se essa argumentação prestasse alguem poderia dizer "matei esse branco por que fui discriminado por um branco quando era pequeno". Dessa forma, os capangas do Coronel José Sarney que agrediram o Danilo podem argumentar assim: "batemos em vc por que vc incomodou o poderoso Chefão" Ora, não é direito de expressão? se defendermos esses direitos estamos defendendo o direito a violencia (fisica ou simbólicamente).
Bom, no fim da contas vou repetir uma perguntinha, parece bobagem mas não é: quais relações sociais, e quais sociedades queremos construir? Amigas moscas, a pergunta está lançada...
sábado, 13 de junho de 2009
Questões...
Contradições acontecem... aliás, acho que vivemos por causa delas... mas uma questão está assombrando esse blogueiro de m*...
Os entraves entre a Coréia do Norte e a ONU. Não estou legitimando esse governo, um ranço do Comunismo de Estado Soviético, uma ditadura que sustenta algum status quo. Contudo me parece estranho o conselho de segurança da ONU aplicar concessões ao governo Coreano. Pensemos: quem são os membros permanentes do conselho de segurança da ONU? Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia e a República Popular da China. Ironicamente, os cinco maiores produtores de armas do planeta... Aliás membros com direito de veto nesse conselho de "segurança". No fim das contas: se queres paz, te prepara para guerra. Muito irônico...
Pergunta aos conservadores: Por que não há um questionamento sobre o armamento nuclear nos EUA ou na China? Por que é usado para "fins pacificos?"
Não sejam tão modestos senhores... Mais uma piada liberal!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Dor e espetáculo
E detalhe: só de falarmos em numero de mortos mostra como é macabro mais esse caso. Mas não problema, amanha tem sessão da tarde e domingo tem domingão do Faustão e esqueceremos o nome de quem morreu.
Por favor, parem o mundo que eu quero descer...
PS: Aliás, haverá toda essa comoção pelos pobres que morrem todos os dias nas cidades do Brasil e do Mundo? Não estou querendo fazer uma tensão de classes (já fazendo...), mas essa comoção midiática parece (eu disse parece, aparencia e essencia são coisas diferentes...) ter classe...